Consulta pública – monografias de plantas medicinais de interesse ao SUS

Consulta Pública Ministério da Saúde nº 02, de 11 de fevereiro de 2016 – sobre monografias de espécies vegetais constantes na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus).

Carapa guianensis Aubl. (ANDIROBA)
Curcuma longa L. (CURCUMA)
Eucalyptus globulus Labill (EUCALIPTO)
Harpagophytum procumbens DC. ex Meissn. (“GARRA-DO-DIABO”)
Mikania glomerata (GUACO)
Passiflora alata (MARACUJÁ-DOCE)
Passiflora incarnata LINNAEUS (MARACUJÁ-VERMELHO)
Rhamnus purshiana (CÁSCARA SAGRADA)

Acesso às monografias e texto introdutório para download: http://200.214.130.94/CONSULTAPUBLICA/display/dsp_print_completo.php?d=6888

Acesso ao site do Ministério da Saúde: http://200.214.130.94/CONSULTAPUBLICA/INDEX.PHP?MODULO=DISPLAY&SUB=DSP_CONSULTA

Acesso para o formulário de contribuição: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=16273

 

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DA GRAVIOLA EM CÂNCER

Texto do Prof. Dr. Luis Carlos Marques alertando sobre os riscos do uso clínico da graviola.
A GRAVIOLA, por apresentar alta citotoxicidade, NÃO deve ser USADA como PREVENTIVO para o CÂNCER!

A anonacina, um constituinte lipofílico isolado da graviola, é inibidor do complexo I mitocondrial e induz a neurodegeneração estriatal e da substância negra, Champy et al. (2004). Essa disfunção neuronal pode acarretar a doença de Parkinson.

Slide1

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DA GRAVIOLA EM CÂNCER

O câncer é uma doença grave, de grande prevalência em todo o mundo, sendo a segunda causa de morte mais frequente no Brasil. Para o ano de 2015, o INCA estimou cerca de 580 mil novos casos distribuídos nos vários subtipos (mama, próstata, cólon, pulmão, etc.).

Dos vários quimioterápicos disponíveis para o tratamento do câncer, muitos deles são de origem vegetal, como exemplos vimblastina, vincristina, paclitaxel, podofilotoxina, dentre outros, amplamente produzidos e consumidos em todo o mundo (Costa-Lotufo et al., 2010). Nesse cenário, recentemente desencadeou-se a divulgação e o consumo das folhas da graviola (Annona muricata) como a mais nova arma natural contra o câncer. Assim, pretende-se avaliar a veracidade dessa possibilidade em termos de evidências científicas modernas.

Estudos de citotoxicidade

A origem dos efeitos da graviola surgiu a partir de testes com células (Rupprecht et al., 1990), no chamado modelo de citotoxicidade, onde grupos de células são expostos a concentrações variadas de extratos vegetais.

De acordo com a revisão de Moghadamtousi e colaboradores (2015), esse efeito é real e decorrente da classe fitoquímica das acetogeninas, amplamente presentes nas espécies de Annona. Os extratos das folhas mostraram-se capazes de induzir apoptose em modelos utilizando células de cânceres de cólon, de pulmão e leucemia K562 através de ativação da caspase-3; já o efeito antiproliferativo decorre de ação na fase G1 do ciclo celular.

Apesar desses efeitos demonstrados em modelos in vitro e em animais, até o momento não existem estudos em animais maiores, não roedores, nem qualquer estudo clínico em nenhuma das fases. Tratam-se, portanto, de indícios pré-clínicos, os quais necessitam serem replicados em testes com seres humanos antes de qualquer conclusão efetiva ou comercialização.

Evidências clínicas

A partir dos testes de citotoxicidade, deveriam ter sido realizados os estudos sequenciais para o desenvolvimento de medicamentos, passando por estudos de segurança em animais e chegando-se aos estudos clínicos nas suas quatro fases. Porém esses estudos inexistem até o momento evidenciando algum problema em relação à planta e seus fitoquímicos.

Esses problemas foram evidenciados por indícios de risco a partir de dados epidemiológicos. Assim, desde 1999 se avalia possíveis relações entre o consumo de frutas tropicais e a incidência, acima de ocorrências ‘normais’, de um modelo atípico da doença de Parkinson nos habitantes das Antilhas Francesas (Caparros-Lefebvre; Elbaz, 1999; Moghadamtousi et al., 2015). As acetogeninas isoladas (AGEs) mostraram-se as responsáveis pelo desenvolvimento dessa doença neurodegenerativa, particularmente a anonnacina, que atuam inibindo o complexo mitocondrial I e induzindo neurodegeneração nas regiões das fibras nigro-estriatais, ricas no neurotransmissor dopamina (Champy et al., 2004; Lannuzel et al., 2002; 2003; 2006).

Como equacionar a graviola na fitoterapia atual?

Com base nos dados expostos, apesar dos indícios em modelos de células in vitro, os riscos de uso clínico da planta ou seus extratos são superiores a qualquer benefício que possa, teoricamente, promover em pacientes. Vale comentar que nessa doença os pacientes e familiares ficam muito fragilizados, buscando qualquer promessa de cura, ainda mais com o conceito de ‘natural’ à frente.

Futuramente, pode ser que novos quimioterápicos sejam desenvolvidos a partir de alterações estruturais nas acetogeninas, que mantenham os efeitos e equacionem sua neurotoxicidade, mas isso é apenas uma possibilidade distante das indicações atuais de produtos à base de graviola.

Cabe aos profissionais da saúde alertar aos riscos acima descritos, principalmente frente a inúmeras ofertas de produtos na internet e mesmo em redes de farmácias (ex.: Graviola 400 mg em cápsulas). Já na forma de uso alimentício, não se tem ainda um posicionamento definitivo, mas se houver o consumo de uma fruta ou suco dela diariamente, após um ano a quantidade de annonacina ingerida será a mesma capaz de induzir lesões cerebrais em ratos (Moghadamtousi et al., 2015).

Referências

Caparros-Lefebvre D, Elbaz A. Possible relation of atypical parkinsonism in the French West Indies with consumption of tropical plants: a case-control study. Caribbean Parkinsonism Study Group. Lancet. 1999 Jul 24;354(9175):281-6.

Champy P, Hoglinger GU, Feger J, Gleye C, Hocquemiller R, Laurens A, Guerineau V, Laprevote O, Medja F, Lombes A, Michel PP, Lannuzel A, Hirsch EC, Ruberg M. Annonacin, a lipophilic inhibitor of mitochondrial complex I, induces nigral and striatal neurodegeneration in rats: possible relevance for atypical parkinsonism in Guadeloupe. J Neurochem. 2004 Jan;88(1):63-9.

Costa-Lotufo, L. V.; Montenegro, R. C.; Alves, A. P. N. N., Madeira, S. V. F.; Pessoa, C.; Moraes, M. E. A.; Moraes, M. O. A contribuição dos produtos naturais como fonte de novos fármacos anticâncer: estudos no laboratório nacional de oncologia experimental da Universidade Federal do Ceará. Rev. Virtual Quim., 2010, 2 (1), 47-58. Obtido de http://www.uff.br/rvq em 02/10/2015.

Lannuzel A, Hoglinger GU, Champy P, Michel PP, Hirsch EC, Ruberg M. Is atypical parkindonism in the Caribbean caused by the consumption of Annonaceae? J Neural Transm Suppl. 2006;(70):153-7.

Lannuzel A, Michel PP, Caparros-Lefebvre D, Abaul J, Hocquemiller R, Ruberg M. Toxicity of Annonaceae for dopaminergic neurons: potential role in atypical parkinsonism in Guadeloupe. Mov Disord. 2002 Jan;17(1):84-90.

Lannuzel A, Michel PP, Hoglinger GU, Champy P, Jousset A, Medja F, Lombes A, Darios F, Gleye C, Laurens A, Hocquemiller R, Hirsch EC, Ruberg M. The mitochondrial complex I inhibitor annonacin is toxic to mesencephalic dopaminergic neurons by impairment of energy metabolism. Neuroscience. 2003;121(2):287-96.

Moghadamtousi, S.Z., Fadaeinasab, M.; Nikzad, S.; Mohan, G.; Ali, H.M.; Kadir, H.A. Annona muricata (Annonaceae): a review of its traditional uses, isolated acetogenins and biological activities. International Journal of Molecular Sciences 2015, 16, 15625-15658.

Rupprecht, J.K.; Hui, Y-H.; McLaughlin, J.L. Annonaceous acetogenins: a review. J. Nat. Prod., 1990, 53 (2), pp 237–278.

Sobre o autor

Prof. Dr. Luis Carlos Marques

Farmacêutico pela Universidade Estadual de Maringá, especialista em Fitoterapia pela Escola de Saúde Pública do Paraná, mestre em Botânica pela Universidade Federal do Paraná e doutor em Psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo.

http://www.ofarmaceutico.com.br/saiba-mais/10/avaliacao-do-potencial-da-graviola-em-cancer

http://perquirere.unipam.edu.br/documents/23456/50270/efeito_modulador_da_polpa_da_graviola.pdf

ELEITA A NOVA DIRETORIA DA APFIT

Resultado da eleição da nova gestão da Apfit triênio 2016 / 2018
Presidente: Vanderli Fátima Marchiori
Vice Presidente: Peky Noriega
Secretaria: Raissa Sansoni
Tesoureiro: Luis Marques
Vice tesoureiro: Alessandro Oliveira Silva
Conselho Fiscal: Marta da Cunha Pereira  , Lucia Endriukaite e Debora Gikovate
Conselho Sênior: Dagoberto Brandão e Ademir Valério

As eleições foram realizadas, exclusivamente, via internet no dia 29/12/2015.
Agradecemos a todos que participaram!

PANOMARAMA MUNDIAL SOBRE PROBIÓTICOS

30.11.15 – Evento: Workshop: Panorama Mundial Sobre Probióticos
30 de novembro de 2015

Objetivo – A quem se destina – Objective – Audience
Este Workshop é uma oportunidade para profissionais pertencentes aos setores alimentício e farmacêutico, bem como às Universidades e aos órgãos reguladores atualizarem conhecimentos sobre o panorama mundial dos probióticos. O workshop vai apresentar princípios científicos para as diferentes aplicações dos probióticos e uma visão global de regulamentação, destacando exemplos de marcos regulatórios que estão sendo aplicados com sucesso, aliando os princípios científicos, a experiência do setor industrial e o benefício para os consumidores. Contará com a participação de renomados palestrantes internacionais e nacionais.

Programação –
9h30 às 10h00 – Entrega de material – Doors open, coffee and refreshments available
10h00 às 10h20 – Abertura/Opening – Anny Trentini – Presidente do Conselho Diretivo da ABIFISA (President of the Executive Council of ABIFISA), George Paraskevakos – Diretor Executivo do IPA (Executive Director of International Probiotics Association) e Representantes da ANVISA (Representatives of ANVISA).
10h20 às 10h50 – IPA & Visão Global de probióticos (IPA & Global overview of probiotics) – George Paraskevakos – IPA
10h50 às 11h40 – Probióticos – do alimento ao suplemento – uma visão científica (Probiotics from Foods to Supplements a Scientific point of view) – Arthur Ouwehand – R&D Group manager at DuPont N&H Nutrition & Health
11h40 às 13h30 – Brunch
13h30 às 14h20 – Visão geral da regulamentação sobre probióticos, com foco na experiência canadense entre outras (Regulatory Overview with a focus on the Canadian experience among other jurisdictions) – Solange Henoud – Regulatory Affairs Manager, Americas – Lallemand Health Solutions
14h20 às 14h50 – Visão Brasileira sobre probióticos (Brazilian Overview) – Anvisa
14h50 às 16h00 – Mesa redonda com os palestrantes e moderação do Prof. Franco Lajollo (Round table with the speakers and moderation with Prof. Franco Lajollo)
16h00 às 16h30 – Encaminhamentos e Encerramento do evento (Referrals and Closing ceremony).
Informações e Inscrições – Information and registration
Contatar (Contact): Nilice Gabardo
Inscrições (Registration): On line: www.abifisa.org.br ou telefone: 55(41) 3254-3040 ou e-mail: abifisa@abifisa.org.br
Data/Horário e Local – Date/ Schedule and Local
Data (Date): 30 de novembro de 2015 (November 30th, 2015)
Horário(Schedule): 10h00 às 16h00
Local (Local): Auditório ANVISA (Auditorium of Anvisa).
Endereço (Address): Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) Trecho 5, Área Especial 57. Bloco E – Brasília – DF – Brasil.

EDITAL DE ELEIÇÃO À APFIT GESTÃO TRIÊNIO 2016/2018

Link para leitura do edital original

Edital assinado para publicação 28 outubro 2015

 

EDITAL DE ELEIÇÃO À APFIT GESTÃO TRIÊNIO 2016/2018
A Associação Paulista de Fitoterapia – APFIT informa aos associados quites com a tesouraria, que a eleição da nova Diretoria Geral triênio 2016/ 2018 ocorrerá no dia proposta 29/12/15, via email. 

A Comissão Eleitoral, criada formalmente pela diretoria, estabeleceu estas normas e procedimentos da eleição, que estarão disponíveis no site da Apfit (www.apfit.org.br) e na fanpage do facebook (www.facebook.com/groups/167110640091909/?fref=ts) a partir de 29/10/2015.

Os interessados em formar uma chapa, desde que sejam sócios e estejam quites com a anuidade até a data de inscrição, deverão registrar as chapas no período de 29/10/2015 a 20/12/2015,presencialmente em horário comercial na sede da Apfit (Rua Caetés 565, 1º andar, Perdizes, São Paulo) ou pela internet pelo email apfit@apfit.org.br até as 24 hs do dia 20/12/2015.

A efetivação do registro da chapa deverá, conforme estatuto, ser realizada, presencialmente ou por email, por um membro da chapa, devendo constar os seguintes documentos:

Requerimento simples de inscrição assinado por todos membros da chapa (mínimo 7 pessoas);

Indicação dos membros aos cargos do Conselho Diretor, sendo, no mínimo, 1 presidente executivo e outros 4 membros;

Indicação também do Conselho Fiscal composto por 3 membros.

A duração do mandato dos conselhos Diretor e Fiscal será de três anos.

Dê-se plena divulgação deste edital a todos os associados bem como a outros interessados no referido processo.
São Paulo, 29 de outubro de 2015.