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Notícias da área de Fitoterapia e da APFIT.

MITOS E VERDADES SOBRE A GOJI BERRY

gody

MITOS E VERDADES SOBRE A

GOJI BERRY

EVENTO GRATUITO – INSCRIÇÕES ANTECIPADAS ATRAVÉS DO E MAIL apfit@apfit.org.br ou apfit2012@gmail.com

A Apfit promove, no próximo dia 10 de junho de 2015 das 19-21 hs na Viafarma Rua Funchal 418 CJ 1701 Vila Olímpia! – São Paulo/SP) o primeiro de uma série de eventos técnicos voltados ao estudo e discussão sobre as novidades do mercado de produtos naturais brasileiros.

Todos nós, consumidores e profissionais, somos assediados regularmente com o lançamento de novidades, plantas, alimentos, minerais, compostos e outros, vindos de diversos lugares do mundo, geralmente com várias alegações de saúde relacionadas a problemas da modernidade, como obesidade, envelhecimento, déficits de memória, etc.

Em geral, temos pouco tempo para uma atualização completa sobre cada tema, o que nos coloca em situação de defasagem frente à dinâmica de mercado, diminuindo nossa capacidade de promover um adequado tratamento e orientação aos nossos pacientes.

Em vista disso, a diretoria da Apfit decidiu iniciar esta atividade com discussão técnica sobre o Goji berry, frutos de Lycium barbarum oriundos da Ásia, amplamente divulgado como um produto vegetal com potencial emagrecedor, estimulante imunológico, anticancerígeno, dentre várias outras alegações. Esperamos finalizar o debate com um panorama adequado sobre sua segurança e eficácia, bem como com informações sobre qualidade, aspectos fundamentais para que possamos utilizar ou recomendar adequadamente qualquer produto para a saúde.

Outros temas estão na lista e deverão ser sequenciados, dentro do interesse e necessidade dos profissionais vinculados à associação.

APOIO

viafarma

I FORUM DE ENSAIOS PRÉ-CLÍNICOS

Com o objetivo de analisar e debater a metodologia utilizada para a avaliação pré-clínica de fármacos e medicamentos, através de métodos com uso de animais e alternativos, a ABDI e Sindusfarma realizarão o I Fórum de Ensaios Pré-clínicos, no dia 30 de setembro de 2014, das 8h30 às 17h.
Local: Auditório SINDUSFARMA

Endereço: Rua Alvorada, 1.280 – Vila Olímpia – São Paulo SP – CEP 04550-004
Vide programação em anexo.

I FÓRUM ENSAIOS PRE CLINICOS
Confirme sua presença enviando um e-mail para vanessa@sindusfarma.org.br.

Estudo sobre a participação dos medicamentos fitoterápicos no mercado Brasileiro

 

Estudo inédito do Grupo FarmaBrasil, associação que representa os interesses das industrias farmacêuticas nacionais que investem em inovação, revela que a participação dos medicamentos fitoterápicos, obtidos por meio de plantas medicinais, vem diminuindo progressivamente no mercado brasileiro de medicamentos.

Embora o Brasil concentre mais de 95% de toda biodiversidade do planeta, o baixo volume de lançamento de novos produtos é a causa para participação tão pequena nas vendas. O estudo constatou que em 2013 apenas 1,23% dos produtos comercializados no varejo brasileiros são fitoterápicos.


“Trata-se de um índice praticamente insignificante se relacionarmos nosso potencial de matéria prima”, diz Adriana Diaféria, vice-presidente do GFB.


Se o varejo comercializou 2,9 bilhões de unidades de medicamentos no ano passado, apenas 35,6 mil correspondem a produtos fitoterápicos. Enquanto registramos crescimento de 11,7% nas vendas totais em 2013, o crescimento de produtos do gênero ficou bem abaixo da média do mercado, 8,1%.


O estudo do GFB analisou o comportamento das vendas de fitoterápicos no mercado brasileiro desde 2008. Com Market share decrescente, o crescimento no período, em todos anos, ficou abaixo da média do mercado, conforme demonstra os dados abaixo, extraídos do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo.

Ao analisar o impacto dos fitoterápicos no mercado pelo viés financeiro, a categoria de produtos segue irrelevante. Dos 58 bilhões de reais movimentados pela indústria farmacêutica brasileira em 2013, apenas 964 milhões correspondem aos fitoterápicos.


Nota-se, ainda, uma queda progressiva em Market share pelo critério valor, ou seja, a movimentação financeira gerada pela comercialização dos produtos em relação ao mercado total.


Virada de jogo


De acordo com Adriana Diaféria o GFB está articulando com outras entidades setoriais (ABIHPEC, MEB, ETHOS, ABIFISA, ALANAC, ABIPLA, ABIQUIM, ABIFINA) uma revisão na legislação brasileira visando facilitar o desenvolvimento, produção e comercialização de novas drogas. “Essa é a única forma de revertermos esse quadro e proporcionar ao segmento um lugar de destaque no mercado”, explica.


O objetivo central do documento é estabelecer um novo regime jurídico sobre o acesso ao patrimônio genético, a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado, a repartição de benefícios e o acesso à tecnologia e transferência de tecnologia para sua conservação e utilização, além de outras providências. “Temos um cenário hoje de grande insegurança jurídica, com impactos econômicos negativos para as empresas que desejam explorar a biodiversidade brasileira”, afirma Diaferia.


Nos últimos dois anos, somente três das empresas associadas ao GFB, Aché, Biolab e Hebron, participaram de 27 grandes projetos de desenvolvimento de produtos fitoterápicos que foram abortados ou paralisados por conta do cenário legislatório adverso, que gera impactos econômicos negativos às empresas.


“Os impactos econômicos negativos são proporcionados por multas excessivas e que são aplicadas muitas vezes por dificuldades operacionais praticas de aplicação do marco jurídico em vigor, especialmente em relação a Medida Provisória nº 2.186-16/2001”, conclui.

No Aché foram 15 projetos envolvendo diversas universidades e centros de pesquisa que resultaram no investimento da ordem de R$ 16 milhões. No Hebron foram seis projetos e na Biolab também outros seis. “Toda sociedade perde diante dessa realidade. O falta de lançamento de produtos afeta o plano de expansão das companhias, deixa o consumidor com menos oferta de medicamentos, sem contar que prejudica a arrecadação de impostos e a criação de novos empregos”, conclui Adriana.

(Fonte: Refrescante – 16/06/2014)