FITOTERAPIA NO SUS

                 Este tema foi selecionado como um de interesse da Apfit e sobre o qual nos debruçaremos à busca dos melhores caminhos e práticas para a adequada utilização da fitoterapia no Brasil

                Os programas pioneiros de aproveitamento das plantas medicinais na área pública ocorreram no nordeste brasileiro, particularmente com os trabalhos do prof. Francisco J. A. Matos, da Universidade Federal do Ceará, e sua criação das ‘farmácias vivas’, posteriormente disseminados em outras localidades nordestinas, como o município de Olinda, e em outros estados.

                Em 1986, a fitoterapia foi incluída no relatório final da 8ª Conferência Nacional de Saúde, que instituiu o sistema único de saúde, e a partir disso e com base na experiência dos programas pioneiros, iniciamos um processo lento e progressivo de institucionalização, finalizado, em termos legais, com a edição do Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006 que publicou a política nacional de plantas medicinais e fitoterápicos.

                No momento atual, oficializada a fitoterapia na área pública, juntamente com outras práticas integrativas e complementares, cabe agora o difícil e complexo processo de construção dos temas setoriais de uma política nacional. Assim, medidas de estímulo à agricultura, de controle do extrativismo, da estruturação dos setores produtores de extratos, ampliação da produção industrial, das medidas de controle de qualidade, controle efetivo da comercialização, preparação dos profissionais prescritores e orientadores, enfim uma gama enorme de aspectos que ainda precisam ser construídos e consolidados.

                À Apfit nos cabe contribuir efetivamente em cada um desses temas, dentro de nossas possibilidades e conhecimento.

                                                                              A diretoria